da velha e empoeirada cortina vermelha, jazigo!
Perdido na saudade daqueles tempos, em que sorrizos eram gerados
e não roubados.
Porque afinal quando se está alegre ou apenas quer estar, sorrir grande parte
do tempo é o segredo.
Quando se está preocupado não é possível esconder aquele olhar perdido.
Afinal de contas quem é suave ao sentir a raiva?
Quem esboça um sorrizo quando a tristeza aperta?
Esta é a magia da vida, demonstrar cada sentimento individual, puro e simples.
Dividir sua alegria, tristeza, raiva ou preocupação, seja qual for o sentimento é belo.
Uns roubando os sorrizos dos outros, este é o mundo em que vivemos.
Um mundo sem alegria, onde todos lutam por si mesmos e por mais ninguém.
Jazigo aqui dentro do velho teatro, por trás da velha e emmpoeirada cortina vermelha
perdido dentro do sonho de que tudo isso volte a ser belo e mágico como era antes.
Não por medo de que o mundo acabe por me mudar, mas sim porque sozinho não posso
mudá-lo. Eu jamais serei mudado por ele.
Jazigo aqui na esperança de que meus semelhantes fação o mesmo. Para quando o mundo
retomar tudo isso, possamos retornar, mas não gloriosos, simples e puros como aquilo que
realmente somos.
Por enquanto jazigo solitário olhando para a lua, através da mofada janela.
Dentro do velho teatro, depois das rasgadas cadeiras sujas,
atrás da velha e empoeirada cortina vermelha.
A luz da lua atravessa a mofada e velha janela e se espalha sobre meu corpo.
Agradeço a atenção e o trabalho da leitura.