terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sorrir para não cair

Não me sinto digno da queda
jamais triste posso me sentir.
As pessoas a minha volta me
conhecem alegre, e extrovertido.
Quando triste fico o ambiente contamino.
Com as lágrimas em meu rosto
me sinto fraco e desprotegido.
Mas agora sei que não é para me
orgulhar disso, pelo contrário um verme
devo me sentir.
Pois afinal que direito tenho de importunar
as pessoas com minhas angústias,
medos ou frustrações?
Devo apenas em meu canto me recolher
para que meus próprios vermes possam
se conter.
Odeio o fato de sempre acabar
ferindo aqueles que amo.
Mas acredito que por fim é nisso
que sou bom, destruir o que faz
bem a todos.
Sendo o verme rastejante que sou.
Mas por fim sorrizos sinceros, em
tentativas puras de afeto, consigo
ver nos rostos de quem amo.
Então apenas pesso desculpas
por ser o verme que sou.
Um ladrão de sorrizos de pessoas boas.
Um monstro...
Monstro que tento não ser,
que não quero ser, e lutarei para não ser
Em busca de sorrizos puros,
eu vou me manter.

Orgulho em Esperar

Enquanto o sol no céu brilhar
Enquanto a lua a noite voltar
Aqui eu vou estar a lhe esperar
Deste lado sereno fico a lhe observar
Por entre as estrelas transcendo meu olhar
Mas por ti estarei sempre a orar
Lamento ai não poder estar
Para em meus braços envolvê-la em um abraçar
E dizer o quanto zélo pelo seu bem estar
Mas sei que quando caida no chão ficar
Por entre as montanhas meu sussurro você há de escutar
E no vale da morte você jamais irá fraquejar
Pois por ele serei o seu guiar
Agora me é digno lembrar
Que por mim um dia você se orgulhou em esperar
E em sua esperança eu sei que pude confiar
Porque nas trevas tu não me deixastes ficar
Então o mesmo de bom grado vou lhe ofertar
Em meu ombro acolho o teu chorar
Não se esquecer de para o céu olhar
Sempre que triste assim se encontrar
Porque em cada estrela ou nuvem que você olhar
Em cada uma delas meus olhos estarão a piscar
Assim cuidando de ti pra sempre vou estar...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sentimentos Reclusos

Tenho medo de dizer a ti que a amo, mas ao ver que quanto mais tento
mais distante do meu objetivo fico.
Me sinto um troglodita ao pensar que o meu amor por ti aparenta ser
desdêm, que sempre que isso tento mostrar lhe afasto.
Quero tê-la ao meu lado sempre que eu puder,
dói saber que não posso abraçar-te, emvolve-la em meus braços.
Então agora pesso desculpas se te firo ao não dizer nada ao repreender
meus sentimentos por ti.
Mas toda vez que digo que te amo lhe firo, lhe abro um talho no peito
amo-te divinamente, o dezejo de tua companhia me corrói por dentro.
Quero nunca mais lhe mechucar, mas para isso jamais posso tocar-te.
Desculpe-me por esconder todo esse sentimento dentro de mim.
Mas agora esse maldito de asas negras deve se recolher o lugar de onde veio
e descobrir quem relamente é.
E me odeio ao saber que quando isso faço ofusco o sorizo desta
divina criatura de asas douradas.
E sei que sem a luz de seu sorrizo ei de me perder novamente.
Perdão por ser assim como sou, perdão por ferir-te assim.
Agoras minhas lágrimas ardem como a lava encandescente de um vulcão em
erupção, escorrendo pela mácara de gesso sobre meu rosto.
E agora vejo a luz em meu horizonte se apagando aos poucos,
vejo aquele reluzente sorrizo se apagando.
Correndo em meio a toda minha confusão, em direção ao ultimo feixe de luz
que ainda enxergo.
A máscara se racha com o calor de minhas lágrimas, levo a mão ao meu rosto
e ao levantar meu olhar tudo está escuro, tudo está perdido.
Minha esperança se foi...
Naquele lindo sorrizo reluzente que jamais irei ter novamente,
graças ao erro que cometi...
Graças a reclusão dos meus sentimentos...
Agora jazigo aqui nesta escurdão entre a lua e as estrelas, e agoras
meus olhos cintilantes pelas lágrimas flamejantes que de mim emanam
se confundem com as estrelas deste mundo remoto e perdido.
Agora espero que algum dia posso ter de novo aquele cintilante sorrizo,
para que possa ter esperança de novo.
Sentimentos reclusos me mataram, me afastaram de alguém que amo,
deveria tê-los mostrado...
Agora é tarde de mais...
Agora...
Adeus...
Apenas adeus ao um amor perdido.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Errar/Falhar

O brilho da lua ressona por entre as estrelas
Mais uma noite se foi, e os erros, as falhas, as imperfeições
Ficaram aqui, por entre as estrelas, no ressonar da lua
As vezes penso, que a busca em ser simplesmente perfeito
É a unica coisa que me resta
Mas me sinto vazio ao pensar que...
Não vou errar, falhar, isto vago
Isto não é humano, o que nos torna tão únicos
É o ato do erro, de ser apenas imperfeitos
Errar nos mostra quem realmente somos
Para onde realmente devemos ir
Nos torna puros, completos, dignos
Dignos de nos olhar no espelho e dizer
Não sou o galã de um filme, mas também não sou um monstro
Eu assim e não queria ser absolumente diferento do que sou,
de quem sou.
Quem erra, sabe realmente quem é
Quem sofre com erros deste alguém
Descobre também sobre si mesmo
Então no dia em que o seifeiro na tunica negra vier lhe buscar
Com um sorrizo no rosto, a mmorte você irá abraçar
Porque no fim você sabe quem você é
Agora retorno ao ressonar da lua, por entre as estrelas
Este é o meu jazigo, aqui devo ficar, sonhar.
Realmente me conhcer, saber quem sou.

domingo, 5 de setembro de 2010

Quem diria?

Um dia cheguei a pensar que solidão era uma escolha
mas agora pela primeira vez me sinto realmente só.
Não gostei desta sensação, mesmo persistindo em dizer
que gosto de me sentir desta forma.
Solidão para mim agora é um sentimento, um tanto...
cruel eu diria.
Doi se olhar no espelho que ver o monstro a não a si mesmo.
Ver um monstro um vago reflexo do que realmente sou.
Me sinto um pierrot prestes a entrar no palco sem saber qual
máscara por sobre o rosto.
Me sinto agora tão vasto e limpído quanto um céu de manhã
nebulosa, sem nuvens, sem luz.
A cinzenta e vazia manhã nebulosa.
Agora me resta dizer desculpa por ser tão pessimista.
E tentar ser feliz mesmo só.

Agradeço a atenção, e até logo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Vazio

Em meio as ruínas de um velho castelo o sopro do vento te faz ouvir o tintilar dos gizos de um cetro prezo entre as pedras quebradas.
Talvez seja o cetro de um velho bufão que alí sua marca deixou, ou apenas mais um bobo da corte morto pelos caprichos de um emperador tirano.
Mas não estou aqui para contar a história de um famoso bufão ou dos caprichos de um tirano. Estou aqui para falar de sentimentos. Porque quem nunca sentiu um castelo em ruínas dentro de si? ...A vaga lembraça de uma alegria já esquecida.
Aquele maldito vazio incessante, que vai nos consumindo aos poucos, devorando cada sentimento bom que ainda existe dentro de nós.
A magica da vida é um direito de todos, mas acabamos fazendo sempre do geito errado, ...torto eu diria.
Ouvir o vento soprando por entre os galhos das árvores, o cantar dos pássaros, o toque suave da luz do sol por entre os olhos.
Essa é a mágia da vida, os segredos ocultos da natureza.
Apenas feche seus olhos e sinta, ouça, veja! Não tente preencher o vazio que há dentro de ti.
Ouça as histórias que as árvores tem a lhe contar, a música que os pássaros tem a lhe cantar, veja as maravilhas que o sol revela no horizonte.
Traga tudo isso pra dentro de ti. E ao contrário de possuir um castelo em ruínas com o cetro de um velho bufão prezo entre as pedras, ao contrário da lembrança remota de uma velha alegria morta.
Terás um imenso jardim de maravilhas existindo no lugar do grotesco vazio que reside em você.